[THE GUARDIAN] Adele: “Eu não sou fechada, mas não quero ser a garota propaganda de nenhum carro, brinquedo ou esmalte”

Às vésperas do novo álbum, Adele conversa com exclusividade com o The Observer sobre amor, fama e três anos longe mídia

Adele, cujo novo single, Hello, foi certificado como platina nesse fim de semana, três semanas após seu lançamento, falou francamente em uma entrevista para a revista Observer Music sobre manter as tentações da fama global e aprender a lidar com suas relações amorosas passadas.

“Isso pode parecer óbvio, mas você apenas aprende a amar novamente quando você ama novamente,” ele diz. “Eu estou nesse ponto. Meu amor é profundo e verdade com meu homem, e isso me coloca no ponto onde eu posso finalmente estender a mão para meu ex. Deixa-lo saber que eu superei isso.”

“When We Were Young”, talvez a canção mais “cheia de alma” de seu novo álbum, 25, que será lançado essa semana, novamente aborta sobre seus sentimentos sobre um ex-namorado que a largou quando ainda era jovem. Mas desse vez a letra mostra uma atitude mais resistente que as de seu álbum anterior, 21.

A cantora começou seu retorno triunfal para a indústria da música nesse Outono, três anos após afastar-se com seu namorado, Simon Konecki, e seu filho, Angelo.

O seu novo álbum é a sequência do sucesso de 21 em 2011 e de seu primeiro álbum, 19 de 2008, e vem sido esperado como nunca antes pelo mundo. O single “Hello” foi ouvido mais de 4,7 milhões de vezes por streamings e mais de 600 mil cópias foram compradas.

Adele também confessa que não está senso fácil manter o controle se seu talento, ou sobre a perspectiva de vida normal. Na Observer Music, ele revela que seus esforços para manter-se fiel a seu antigo “eu sem fama” a fez recusar muitas ofertas lucrativas.

“Para o que eu disse não? Tudo o que você pode imaginar. Literalmente casa coisa. Livros, roupas, variedades envolvendo comidas, bebidas, produtos fitness… Isso é provavelmente o mais engraçado. Eles queriam que eu fosse a garota propaganda de carros. Brinquedos. Apps. Doces. É tipo, eu não quero estampar uma linha de esmaltes, mas obrigado por perguntar. Milhões de reais para cantar em sua festa de aniversário? Eu preferiria fazer isso de graça à receber essa quantia, beijos”, ela disse.

Reconhecida por nos últimos anos ser difícil de entrar em contato, mesmo para colegas superstars como Bob Geldof e Phil Collins, Adele Adkins, hoje com 27 anos, nega que ela esteja se escondendo e confessa a sua preocupação com a reação do público ao seu novo álbum. “Eu não sou anti-social”, ela insiste. “Podemos esclarecer isso, por favor? Eu não parei de ir fazer compras. De ir aos parques. Museus. Eu só não fui fotografada fazendo isso”.
A estrela fala também de sua animação de trabalhar com jornalistas na edição de lançamento da Observer Music. Ela disse: “Quanta sorte!” de que o Observer estivesse voltando.

Ao escrever sobre ter sido convidada como editora para a revista, ela disse que a versão anterior da revista, a Observer Music Monthly, fazia grande parte da sua rotina nos fins de semana de sua adolescência. “Eu estava muito animada, pois todos os domingos lançavam uma nova edição. Ainda tenho uma coleção de cerca de 50 edições que prezo muito. Algumas delas estão tão desgastado de tanto serem tiradas e colocadas dentro da minha mochila, ou de terem sido lidas na chuva enquanto estava no ponto de ônibus esperando o 468, mas mesmo assim, estão todas embaladas juntas.

“Quando ganhei minha capa, em 2009, eu me senti o Michael Jackson. Eu estava tão encantada e orgulhosa que coloquei arranquei a capa e coloquei na melhor parte do meu apartamento.”

O novo álbum, Adele diz, não é sobre lidar com o status de celebridade. “Eu nunca escreveria um álbum sobre “Ser Alguém Muito Famoso ‘. Porque quem se importa? ” ela explica. Seu retorno as gravações foi uma alternativa motivada pelo desejo de que seu filho pudesse vê-la como uma mulher que trabalha. “Ser uma chefe”, como ela diz.
A cantora fez difíceis mudanças. As pessoas, diz ela, tendem a fazer silêncio quando chego em algum lugar. Isso é triste, admite, e ela se sente tentada a manter as aparências.

Tarefas domésticas ocasionais, como lavar a roupa, a ajudou afastar-se de um estilo de vida mais ostentador. O perigo está em começar a esperar que coisas a serem feitas para você, diz ela. “Eu tive alguns momentos como esse. E isso me assustou “, admite ela. “Eu acho que foi algo simples como ficar sem roupas limpas e não tomar a iniciativa de lavar as minhas próprias roupas. Eu estava irritada porque minhas roupas não estavam lavadas. Então eu disse a mim mesma que era melhor tomar vergonha na cara e lavar minhas roupas!”