“Eu sempre escrevi o que sinto”, diz Adele à Rolling Stone Brasil

A edição de dezembro da Rolling Stone Brasil traz na capa a cantora Adele e relembra como a arista conquistou o topo de todas as paradas. Destaque nos últimos dois anos, a britânica ressuscitou a indústria fonográfica e já bateu a marca dos 25 milhões de discos vendidos em todo mundo. O segredo? Ter muita atitude e encarar as sessões de gravações do álbum como uma espécie de terapia. *Clique aqui para conferir a capa*

Sucesso em todo o mundo, a cantora britânica é destaque da edição de dezembro da revista que relembra como a artista conquistou o topo e ressuscitou a indústria fonográfica

São Paulo, dezembro de 2012 – Todos os anos uma centena de novos artistas aparecem e desaparecem da mídia com a mesma facilidade. São poucos aqueles que conseguem se manter firmes no topo das paradas, como é o caso da cantora Adele. Sinônimo de sucesso, a britânica rompeu todas as barreiras e fez renascer a indústria fonográfica com o lançamento do álbum 21 (2011), que já vendeu mais de 25 milhões de cópias em todo mundo. A Rolling Stone Brasil de dezembro mostra como Adele chegou lá encarando as gravações do álbum como uma espécie de terapia. “Eu não consigo conversar sobre os meus sentimentos com ninguém. Nem com a minha mãe, nem com o meu terapeuta, nem com amigos, nem comigo mesma na frente do espelho – simplesmente não consigo. Eu sempre escrevi o que sinto”, afirma.

Aos 24 anos, Adele desmantelou o significado de ser uma estrela do pop. Além de falar abertamente à imprensa sobre sua vida particular, os problemas com peso e o gosto por uma boa bebida, gravou um álbum inteiro com um dos maiores produtores da indústria e depois dispensou a maior parte do trabalho para dar preferência a gravações anteriores, bem mais cruas. A cantora também recusa ofertas para estampar o nome em produtos ou fazer shows superlucrativos para gente riquíssima. Comportamentos que, na opinião do empresário dela, Jonathan Dickins só a tornam mais cativante. “Ela tem muito essa atitude de foda-se”, afirma.

A escalada da cantora para o sucesso começou com o lançamento do seu álbum de estreia, 19 (2008), que detalhava a ascensão e a queda de um relacionamento anterior. “Eu sou a maior rainha do drama”, declarou. Mas foi com 21 que a carreira de Adele explodiu. O disco parece ter unidade: é um álbum de produção e arranjo quase perfeitos, variando entre indignação irritada e ternura, baladas de piano esvoaçantes e R&B retrô, batidas lamentosas e intimidade nua e crua. Na trilha de nomes como Janis Joplin, Dusty Springfield e Amy Winehouse, até a rainha do soul em pessoa é fã de Adele. “Faz muito tempo que não aparece uma artista como Adele”, diz Aretha Franklin.

Graças ao primeiro single de 21, “Rolling In the Deep”, o disco vendeu 352 mil cópias na semana de lançamento, em fevereiro de 2011. E mais de um ano depois do lançamento, 21 ainda vende cerca de 20 mil cópias por semana nos Estados Unidos; outros álbuns lançados na mesma época, como os de Avril Lavigne, Britney Spears e R.E.M., há muito tempo desapareceram das paradas.

No Brasil, o CD junto com o DVD Adele Live At The Royal Albert Hall – chegou em novembro do ano passado como um arrasa-quarteirão: com 291 mil cópias vendidas, só perdeu para Paula Fernandes. Seus números até novembro de 2012 mostram um aumento em 51% e contabilizam 442 mil cópias vendidas.

Fora dos holofotes graças ao nascimento do primeiro filho, ninguém sabe quando a cantora lançará um novo disco. Por enquanto, Adele não faz nenhum comentário, mas leve em consideração o que ela declarou à Rolling Stone no ano passado: “Eu me sinto muito feliz por ser eu, e gostaria de pensar que as pessoas gostam mais de mim porque me sinto feliz comigo mesma e não porque eu me recuso a me conformar com qualquer coisa”, finaliza.

Custom Sidebar

You can set categories/tags/taxonomies to use the global sidebar, a specific existing sidebar or create a brand new one.

Zeen Subscribe
A customizable subscription slide-in box to promote your newsletter
[mc4wp_form id="314"]