Adele para The Observer: “Fama é como uma experiência de outro mundo.”

Adele abriu o jogo e contou como sua vida foi afetada após o estrelato global. Em entrevista para Observer Music, uma revista que será publicada junto ao The Guardian — jornal do Reino Unido — em 15 de novembro, ela contou como o sucesso e divulgação do seu último álbum, 21, a deixou deslocada, como se fosse “quase uma experiência extracorpórea”.

O “21” se tornou o álbum mais vendido da última década depois do seu lançamento em fevereiro de 2011, de acordo com a International Federation of the Phonographic Industry, alcançando o #1 ao redor do mundo. Manteve-se dentro do top 10 nos EUA por 80 semanas, e passou 23 semanas no #1 do Reino Unido. É o melhor número de vendas do milênio no Reino Unido, com 4,74 milhões de cópias vendidas.

“É muito fácil cair na tentação de ser famosa.” diz Adele, “Porque é fascinante, poderoso. Realmente afeta você. Mas depois de um tempo, me recusei a aceitar uma vida que não era real.”

Ao invés de se tornar uma celebridade profissional, Adele diz que preferiu a vida familiar, recusando dezenas de ofertas para produtos endossos* e aparições lucrativas particulares. Ela conta que a maior mudança em sua vida é que agora ela faz compras na Waitrose, um supermercado popular britânico.

THEOBSPOST

O terceiro álbum da Adele, 25, será lançado em 20 de novembro. O primeiro single, “Hello”, já vem quebrando recordes. Em sua primeira semana de lançamento, teve 1.1 milhão de downloads, quase o dobro do antigo recorde de vendas (600.000), que era de Flo Rida desde 2009 com a música “Right Round”. O videoclipe de “Hello” também quebrou o recorde da Vevo, que é de 27.7 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas. O vídeo ultrapassou o recorde da Taylor Swift – com Bad Blood – com mais de 7.6 milhões de visualizações de diferença. Recordes também foram quebrados no Spotify, onde o single foi ouvido via streaming 47.5 milhões de vezes na primeira semana.

A expectativa da indústria é de que o ’25’ seja um sucesso comercial assim como o ’21’ ou ainda melhor, devido a repercussão do lançamento de Hello. O mais surpreendente é que o álbum vem de uma gravadora independente. Adele tem contrato com a XL no Reino Unido, que faz parte da empresa Beggars Group de gravadoras independentes. Nos EUA, a XL tem uma parceria com a Columbia, uma parte da Sony que lança suas músicas.

O lucro gerado pelas vendas da Adele tem sido enorme. Entre 2011 e 2012, seu primeiro ano de lançamento, a XL lucrou cerca de $67 milhões de dólares. Mas os lucros de um sucesso tão grande não beneficiam apenas a gravadora e o artista. O presidente da Beggars Group, Martin Mills, disse ao New York Times na época: “Quando se vende muitos álbuns, todo mundo faz dinheiro. Não apenas a Adele e a gravadora, mas também os distribuidores, as lojas, todo mundo.”

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