Adele fala sobre as músicas do ’25’ para o New York Times

“25” de Adele se prepara facilmente para tornar-se o álbum mais vendido de 2015. A Billboard informou que o terceiro álbum de estúdio de Adele Adkins quebrou o recorde de vendas na primeira semana, estabelecido pela banda N’Sync com “No Strings Attached”, em março de 2000, em pouco mais de três dias. A previsão para o fim da primeira semana é que “25” venda mais que o dobro da primeira semana de muitos álbuns dos últimos 15 anos, incluindo “1989” de Taylor Swift, “1” dos Beatles e “The Eminem Show” de Eminem.

“Isso soa muito brega”, Adele disse ao The New York Times, em Londres em uma profunda entrevista. “Mas se minha música consegue confortar alguém, e os faz sentir ‘Eu não sou o único, alguém também se sente assim’, então considero meu trabalho feito.” Ela também ofereceu detalhes sobre sete músicas do álbum “25”. Confira algumas partes da entrevista:

HELLO:

“Isso é sobre como eu me sentia quando eu era mais jovem. Eu me sentia curiosa em encontrar aquela garota de 7 anos, agora que sou adulta. E seria – ‘Bom, isso é o que nós nos tornamos…’ E saber se estaríamos satisfeitas. Eu amo o que faço, eu tenho muita, muita sorte, mas talvez aquela menina de 7 anos não concorde comigo. Ela pensaria “Isso é chato, quero ser uma enfermeira!”

“É um ‘Olá!’ para mim, para meus amigos, para meu ex-namorado, para quem eu serei daqui 10 anos. ‘Olá!’ para meu filho daqui 10 anos, para meu namorado daqui 10 anos – para meus fãs, à todos.”

“A parte: ‘É tão típico para mim falar sobre mim mesma, me desculpe’ – essa é a frase preferida que eu já tenha escrito.”

SEND MY LOVE (TO YOUR NEW LOVER):

“Eu tinha essa nota de guitarra desde os 15 anos. Eu a usei no cover de “Wonderful Word”. E nessa música soou muito bem. Com (os produtores) Max Martin and Shellback, nós finalmente conseguimos colocar ela em uma música.”

I MISS YOU:

“Sempre que eu a escuto, fico hipnotizada por aquela batida. É basicamente sobre a intimidade de um relacionamento. Soa bem sexual, mas não é somente sobre sexo. É sobre todos os aspectos de intimidade em um relacionamento. É sobre querer tudo! Eu quero o bom, o mau, as verrugas e todo o resto. Eu quero o incrível.”

WHEN WE WERE YOUNG:

“No ensaio, quando eu cantava “When We Were Young”, tive uma repentina visão da minha melhor amiga me maquiando pela primeira vez quando eu tinha 17 anos. Nunca tive essa visão escrevendo a música. Cada vez que uma memória volta para mim, em uma das minhas canções, eu adoro. É como se estivesse lembrando da minha vida através da música.”

WATER UNDER THE BRIGE:

“É sobre fazer um relacionamento funcionar, qualquer tipo de relacionamento funcionar. Todos os relacionamentos tem altos e baixos, faz parte de uma relação. É tão emocionante pra mim como quando era “chutada” pra fora de um, e isso me deixava em pedaços. É sobre superar essas coisas – eu acho que elas fazem eu me sentir poderosa, me fazem me sentir amada por ele e me faz amá-lo ainda mais quando superamos essas coisas. Eu prefiro muito mais isso a quando eu apenas me sentava no escuro.”

RIVER LEA:

“River Lea é um rio que corre por onde cresci em Tottenham no norte de Londres. Tenho boas memórias de lá. Há um ditado: você pode levar uma garota para fora de Tottenham, mas não pode tirar Totenham de uma garota. Não há nada de errado de voltar a Tottenham, mas é bem improvável que algo assim aconteça com alguém como eu. E às vezes eu fico com medo de que todo mundo perceba que esta é a maior mentira de todos os tempos, e então eu serei mandada de volta para lá. ”

“Às vezes me sinto um pouco má também. Me sinto um pouco culpada sobre o quão boa me tornei. Mesmo que eu não tenha mudado, não tenho nada em comum com aquela garota que morava em Tottenham, mesmo sendo a mesma pessoa, eu me sinto triste sobre isso às vezes. Mas também sei como qualquer pessoa de Tottenham, como eu, que se eles tivessem a chance de sair de lá, eles sairiam.” (Risadas)

ALL I ASK:

“É dizer: ‘Não vamos terminar com uma nota ruim’. Isso não é sobre meu relacionamento de agora. Não se trata de quaisquer relacionamentos específicos que eu tive. Eu a escrevi com Bruno Mars, e nós simplesmente pensamos: ‘Vamos simplesmente f*** isso!’. Nós dois somos um pouco sentimentais, então ‘vamos escrever a música mais f*** e melodramática que conseguirmos juntos’. E é uma linda canção.”

“Eu acho que a parte – It matters how it ends’ (não importa como irá terminar) – é, obviamente, pra mim e para meus amigos. Isso é o que sempre digo quando algo está prestes a acontecer. Não importa como isso termina, como podemos sair disso – seja um relacionamento, uma noite assistindo um filme, qualquer coisa. Não importa como as coisas terminam, o que importa é como você irá se lembrar delas.”

 

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Traduzido pela Equipe de Tradução do Portal Adele Brasil.